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Como a análise de dados revelaram falhas no fluxo de links de pagamento

Estava começando a trabalhar com dados na lucree, passei a taguear com minha front as telas dos portais e percebi existir um volume muito alto de eventos sobre uma ferramenta que até então era, sim, utilizada, mas estava além do desproporcional para sua segunda função.

Contexto

Na Lucree, iniciei a implementação do uso de dados no time de produto. Para isso, comecei a taguear manualmente o portal (sem GTM no início) e configurei o acompanhamento via GA4. A partir disso, construí dashboards no Looker Studio para monitorar o comportamento dos usuários.

Problema identificado

Nos dados, percebi uma inconsistência:

  • Havia alto volume de links de pagamento gerados a partir do simulador de taxas, mas

  • Poucos acessos e links criados diretamente na tela de links de pagamento.

Ou seja, a funcionalidade secundária do simulador estava convertendo mais que a tela dedicada, o que indicava um problema de fluxo e usabilidade.

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Descoberta

Para investigar, acessei o produto como cliente e mapiei os fluxos:

  • A tela de simulação oferecia informações mais completas para gerar o link.

  • A tela de links de pagamento era limitada, com dados faltantes e menos intuitiva.

Isso explicava por que os usuários preferiam criar links pela simulação, mesmo sendo um recurso secundário.

Proposta

Apresentei o diagnóstico aos stakeholders, que ficaram surpresos ao perceber o problema — antes estávamos “cegos” sem os dados.
Propus a revisão do fluxo de criação de links, unificando informações e tornando a tela dedicada mais robusta e eficiente.

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Processo
  • Desenvolvimento de wireframes para explorar soluções.

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  • Criação de protótipo de alta fidelidade no Figma.

  • Testes de usabilidade via Maze com colaboradores de diferentes níveis de conhecimento no sistema. Resultado: 89% de aproveitamento nos testes.

Entregas
  • Wireframes e protótipo de alta fidelidade.

  • Validação com usuários internos.

  • Criação de cards no Jira para priorização e acompanhamento com o time de desenvolvimento.

Pontos com Stakeholders 
  • Melhor não colocar link FLEX, os clientes podem não entender, melhor colocar Flexível, fica mais fácil para lembrar o que é essa função.

  • Colocar uma função de Duplicar um link que já foi feito, pode ajudar a acelerar a criação de links no futuro.

  • Aprovado a ideia de criar o link na mesma tela com os links que já foram criados.

  • Status é ótimo para entender a situação e fazer devolutivas de cobranças.

Impacto
  • Detecção de um gargalo oculto no fluxo de produto.

  • Engajamento de stakeholders para apoiar mudanças.

  • Redução de riscos de inconsistência no uso da plataforma.

  • Base para evoluir a cultura de produto orientada a dados dentro da empresa.

Considerações finais
  • A visualização de dados no Looker/GA4 foi essencial para identificar inconsistências que, sem análise, passariam despercebidas.

  • O problema não estava na tecnologia, mas no fluxo e nas informações apresentadas ao usuário, mostrando a importância do design aliado à análise de dados.

  • O uso de testes de usabilidade (Maze) validou rapidamente a solução antes de consumir esforço de desenvolvimento, economizando tempo e recursos.

  • O case reforça como UX não é só interface, mas envolve diagnóstico, estratégia e alinhamento com o negócio.

Próximos passos
  • Monitorar o desempenho do novo fluxo após implementação, acompanhando métricas de conversão entre simulação e criação de links.

  • Expandir o uso de dados com Google Tag Manager para tornar a instrumentação mais escalável e flexível.

  • Aplicar testes com usuários externos/clientes reais, além dos internos, para validar em cenários mais diversos.

  • Documentar o aprendizado e compartilhar com o time de produto, criando uma cultura de decisão orientada a dados.

  • Explorar oportunidades adjacentes, como sugerir melhorias em outras jornadas do portal baseadas em dados.

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